ORIGEM/HISTÓRIA DA RAÇA

A raça internacionalmente conhecida como Swedish Red ou Swedish Red and White (SRB), teve sua origem na Suécia a partir de um longo processo de seleção de bovinos vermelhos nativos do país. Durante o final do século XIX e o início do século XX, esses rebanhos receberam influência de raças europeias especializadas, principalmente Ayrshire e Shorthorn, com o objetivo de aumentar a produção leiteira e melhorar características funcionais. O resultado foi a formação de uma população bovina altamente adaptada às condições escandinavas e reconhecida por sua eficiência produtiva. Ao longo do século XX, a Suécia desenvolveu um dos mais avançados programas de avaliação genética do mundo. A raça passou a ser selecionada intensamente para resistência à mastite, eficiência reprodutiva e redução de problemas metabólicos, características que a diferenciaram de muitas outras raças leiteiras especializadas. Esse trabalho fez com que a Sueca Vermelha conquistasse espaço em diversos países, especialmente em sistemas que valorizam vacas longevas, férteis e de alta produtividade.

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No Brasil, a raça começou a ganhar destaque a partir dos anos 2000, principalmente por meio da importação de sêmen para utilização em programas de inseminação artificial. As primeiras comercializações ocorreram em 2006, direcionadas principalmente para produtores das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Seu uso concentrou-se tanto em rebanhos puros quanto em cruzamentos com outras raças leiteiras, buscando incorporar características de fertilidade, resistência a doenças e longevidade produtiva. Atualmente, a Associação Nacional de Criadores Herd-Book Collares é a entidade responsável pelo Serviço de Registro Genealógico da raça no país. O primeiro animal da raça a ser registrado no Brasil, foi uma fêmea pura por avaliação (PA), nascida em 01 de setembro de 2023 no Rio Grande do Sul, chamada Maria 01 do Sítio São Roque, da criadora Mirela Anselmo.

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PADRÃO RACIAL

É uma raça de aptidão leiteira, reconhecida mundialmente pela combinação entre elevada produção de leite e excelentes características funcionais. Além do volume de leite, destacam-se pelos elevados teores de gordura e proteína, atributos importantes para a indústria de laticínios. A pelagem típica é vermelha em diferentes tonalidades, podendo apresentar áreas brancas de extensão variável. Os animais tradicionalmente apresentam chifres, embora programas de melhoramento modernos tenham desenvolvido linhagens mochas em alguns países.

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