ORIGEM/HISTÓRIA DA RAÇA
A Áustria foi o berço da raça Pinzgauer, mais especificamente o Vale de Pinzgau, a quem deve seu nome. Pinzgau é um distrito na província de Salzburg. Sua denominação aparece pela primeira vez em documentos do ano de 1600. Originalmente era uma raça antiga do tipo Brachyceros Célticos, que consolidada através de uma mistura entre muitas raças primitivas que viviam ao redor de Salzburg e no leste da Bavária. Seus ancestrais incluem um tipo céltico castanho escuro que apareceu na região por volta de 450 a.C., tornando-se o tipo racial mais importante da regão. Está raça começou a ser desenvolvida por volta do ano 500 d.C., quando pastores alpinos começaram a desenvolver uma raça bovina vermelha e branca, a partir do gado nativo de pelagem vermelha da Bavária. Estes primeiros criadores selecionavam animais que estivessem aptos a viver nas duras condições ambientais da região e que ainda produzissem carne e leite.
As primeiras exportações foram para os países do leste europeu, entre 1810 a 1820. Para o sudeste africano, hoje Namíbia, por volta de 1900. A raça se estabeleceu na região e permanece no sul do continente africano até hoje. No começo do século XX, foi exportada para a África do Sul, onde atualmente é o 2º maior rebanho puro do mudo. Foi introduzido no Brasil pelo criador Carlos Francisco Alves, de São José do Rio Preto/SP, no ano de 1968. O herdbook da raça no Brasil foi aberto em 08 de novembro de 1971. Em 1973 foi realizada uma importação para o aumento do plantel. O primeiro produto nacional registrado foi uma fêmea de nome “Iracema”, nascida em 10 de outubro de 1974, pertencente ao criador Ivo Carlos Arnt, de Tibagi/PR.
PADRÃO RACIAL
A raça é considerada para duplo propósito, produção de leite e carne, mas para alguns autores, o Pinzgauer é de tripla aptidão, incluindo também o uso para trabalho. Os chifres se desenvolvem lateralmente nos machos, mas nas fêmeas, apresentam uma tendência maior a encurvar-se para frente e para cima. A pelagem básica é a castanha, com um gama que varia do pardo claro ao pardo escuro e, sempre, com uma faixa branca bem definida, de largura variável, ao longo da linha dorso-lombar. Essa faixa branca continua ao longo dos quartos, no ventre, no peito e nos membros anteriores, sendo que neles, se localiza na região abaixo do cotovelo.