ORIGEM/HISTÓRIA DA RAÇA
A raça foi desenvolvida no Brasil no início da década de 1990, a partir de um programa de seleção conduzido pelo pecuarista Eduardo da Rocha Leão, na Fazenda Santo Antônio do Império, em Pedreira, São Paulo. Seu objetivo era criar uma raça de corte capaz de combinar o elevado potencial de produção de carne das raças taurinas europeias com a rusticidade e adaptação dos zebuínos às condições tropicais brasileiras. A formação resultou do cruzamento entre a raça francesa Blonde d'Aquitaine e a raça Nelore, sendo posteriormente fixada a composição genética de 5/8 Blonde d'Aquitaine e 3/8 Nelore.
A raça Blonde d'Aquitaine contribuiu com características como grande desenvolvimento muscular, alto rendimento de carcaça e rápido ganho de peso, enquanto o Nelore agregou resistência ao calor, rusticidade, longevidade produtiva e adaptação aos sistemas de criação a pasto. Após várias gerações de seleção e padronização, a nova raça consolidou-se como uma alternativa para a produção de carne de qualidade em ambientes tropicais e subtropicais. O trabalho de melhoramento resultou no reconhecimento oficial da raça pelo Ministério da Agricultura e Pecuária em 2005.
PADRÃO RACIAL
É uma raça de aptidão para corte, desenvolvida para combinar o elevado potencial de produção de carne da Blonde d'Aquitaine com a rusticidade e adaptação do Nelore. Os animais apresentam porte médio a grande, corpo longo e profundo, musculatura bem desenvolvida e excelente conformação frigorífica, destacando-se pelo ganho de peso e rendimento de carcaça. A pelagem é predominantemente clara a amarelada, variando do creme ao dourado claro, com pele bem pigmentada, mucosas escuras e cascos resistentes. O padrão racial admite animais mochos ou aspados.