05 de Setembro de 2022

Animais registrados garantem padrão racial e vendas valorizadas

Animais registrados, além de garantirem padrão racial e características fenotípicas fundamentais aos criadores que buscam o melhoramento genético dos rebanhos, asseguram valorização nas vendas.

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Animais registrados, além de garantirem padrão racial e características fenotípicas fundamentais aos criadores que buscam o melhoramento genético dos rebanhos, asseguram valorização nas vendas. Superintendente suplente da Associação Nacional de Criadores Herd-Book Collares (ANC), Braulli Ferrari, destaca que o registro atesta a pureza racial do bovino, o que o torna mais valioso. “Ao atestar que o animal é puro, você pode vendê-lo por um preço maior e, ainda, inscrevê-lo para feiras”, ponderou Ferrari em palestra realizada na segunda-feira (29/8) durante a Expointer para criadores da raça Normando. 

Na ocasião, o superintendente reforçou que, além de agregar ainda mais relevância ao animal, o registro também é uma forma de aumentar o controle sobre o rebanho. “Bovinos registrados são capazes de assegurar ao pecuarista a padronização dos descendentes desses animais. E, além disso, criadores que optam por trabalhar com esses exemplares, contam com o auxílio de técnicos espalhados por todo o país”, acrescentou. A ANC é detentora dos registros da raça Normando no Brasil desde 1923. 

Ferrari também discorreu sobre a raça Branor, fruto de cruzamento de Normando com zebuínos. "Ela ainda não é reconhecida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), apesar de já haver animais frutos desse cruzamento na pecuária brasileira. Esperamos, em breve, que tenha o reconhecimento para que os exemplares possam ser registrados", afirma, ressaltando que a raça será mais uma ferramenta para produtores que buscam planteis melhoradores.

Foto: Pedro Hameister