ORIGEM/HISTÓRIA DA RAÇA

A raça surgiu na década de 1970, em Queensland, no norte da Austrália, como resposta à necessidade de um bovino de corte adaptado ao clima tropical, unindo as qualidades de docilidade, fertilidade, eficiência de carcaça e conversão alimentar do Murray Grey à rusticidade, resistência ao calor e aos parasitas do Brahman. O composto sintético foi estruturado para permitir diferentes proporções de sangue entre as duas raças, variando de 25% a 75% de Murray Grey, o que possibilita ajustar o animal às condições ambientais e aos objetivos produtivos de cada região.

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No Brasil, a introdução da raça teve início em 2016, a partir de uma parceria entre os criadores Carlos Henrique Andrade de Carli e Luiz Carlos Ardenghy Sobrinho, no norte do país. O objetivo era trazer para o contexto nacional um animal que reunisse o melhor do Murray Grey com a base zebuína já consolidada no Brasil, especialmente o Nelore, reforçando a identidade e a funcionalidade do Greyman em sistemas tropicais. A iniciativa rapidamente ganhou adeptos, e os exemplares do cruzamento inteligente se espalharam por praticamente todos os estados, sendo utilizados tanto em rebanhos comerciais quanto em programas de melhoramento genético.

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A expansão brasileira do Greyman consolidou a raça como uma alternativa estratégica para pecuaristas que buscam eficiência produtiva, adaptabilidade e qualidade de carne, sem abrir mão da rusticidade necessária para enfrentar os desafios do campo tropical. O uso predominante do Nelore como base zebuína no cruzamento reforça a identidade nacional do Greyman, tornando-o um composto ainda mais alinhado às demandas do mercado brasileiro, onde a resistência ao calor, ao parasitismo e a eficiência a pasto são essenciais para a sustentabilidade e a lucratividade da pecuária.

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PADRÃO RACIAL

é uma raça sintética de aptidão para carne. Os Greyman apresentam estrutura bastante equilibrada, temperamento dócil e altamente herdável, boa capacidade de conversão alimentar e elevado ganho de peso. As fêmeas destacam-se por extrema fertilidade, boa habilidade materna, úberes bem estruturados e produção de leite suficiente para criar os bezerros com segurança. A condição de mocho ou presença de rudimentos córneos depende do grau de sangue zebuíno: machos e fêmeas 1/4 zebu e machos 1/2 zebu devem ser mochos, enquanto animais 3/4, 3/8 e fêmeas 1/2 zebu podem apresentar rudimentos córneos móveis. A pelagem é acinzentada, com pelos curtos, finos e brilhantes.

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Associação Promocional

Associação Brasileira de Murray Grey e Greyman (ABMGG)
Fundação - 16 de abril de 2020
Sede: Parque Assis Brasil - Esteio/RS
Email: contato@murraygreybrasil.com.br