ORIGEN/HISTÓRIA DA RAÇA

A raça Flamenga faz parte do grupo de gado vermelho das planícies do norte da Europa, sendo, indígena da região do Flandres francês. Na verdade, pouco se conhece sobre sua origem, pois somente depois de estabelecido o Livro Genealógico, em 1886 na França, é que a criação seletiva conduziu à obtenção da raça Flamenga de cor “caôba” uniforme. A Flamenga Vermelha foi desenvolvida de quatro linhagens vermelhas autenticas da região dos Flandes no oeste francês. O Berguenarde, um tipo misto produtor de carne e leite com duas variedades; o Casseloise, um tipo leiteiro de grande tamanho que apresentava pelagem negra e manchas brancas na cabeça, esta linhagem apresentava duas variedades; o Bailleuloise com suas duas variedades; e Maroillaise ou Ardennais-Flamande. Influenciada pelo Durham (Shorthorn), contavam ao redor de 25.000 a 30.000 cabeças em 1850, enquanto em 1910 estimava-se ao redor de 35.000 animais, mas durante a Primeira Guerra Mundial a raça foi extinta. Em 1839 a raça foi inicialmente cruzada com Durham (Shorthorn) importados da Inglaterra, por ocasião da fundação de um Herd-Book em 1886, as quatro linhagens acima citadas foram unidas sob a nomenclatura de uma mesma raça. Após a virada para o século XX a raça teve seus números em declínio, devido a importação de animais Frísios. Após 1958 a Flamenga foi influenciada pelo Dinamarquês Vermelho com finalidade de estabelecer um tipo leiteiro melhor, o chamado “tipo laitier”, enquanto que em 1962, touros Vermelhos Belgas (Belgian Red) foram usados para produzir um tipo com duplo propósito, o chamado “tipo mixte”, para a qual um livro de registro em separado foi formado. O Livro de Registro da raça foi aberto no país em janeiro de 1945 através de importação feita pelo Ministério da Agricultura de animais originários da Argentina. Em 1977 um programa de conservação foi estabelecido para preservar o tipo original da raça. No ano de 1994, a população total da raça pura era de aproximadamente 310 animais, sendo que destas 280 estavam inscritas no Herd Book da raça espalhadas em 50 rebanhos, pelo menos a metade destas eram animais puros. Existem ao menos 30 machos que estão sendo usados em inseminação artificial. Foi estabelecido um programa de conservação da raça “in situ”.

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PADRÃO DA RAÇA

A raça possui boas qualidades como fertilidade, longevidade e rusticidade. A produção de leite é usada para se fabricar o queijo Brie. A característica de destaque da raça é a sua facilidade de parto, porém destaca-se também quanto ao ganho de peso, porcentagem de gordura e de proteína no leite e precocidade sexual. A carne é tida como boa, com rendimento no corte de 60% para novilhos jovens criados em regime de confinamento na Europa. A pelagem é de coloração vermelho-caju escuro. Embora a tonalidade possa variar entre vermelho e castanho, nunca pode ser da cor do vinho. Os touros costumam ser mais escuros que as fêmeas. Os animais devem estar isentos de lunares brancos na cabeça, paletas, ventre e úbere. A vassoura da cola e o prepúcio são também de coloração mais escura.

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