ORIGEM/HISTÓRIA DA RAÇA

A raça Dinamarquesa Vermelha ou Danish Red como é chamada ao redor do mundo, com exceção de seu país de origem, a Dinamarca onde é chamada de Rodt Dansk Malkerace, foi desenvolvida no período entre 1841 e 1863 por cruzamento do gado local da região de Seeland, Laaland, Falstar e Fünen com bovinos de Angeln, Ballum, Tondern e Slesvig. Por volta de 1878, a raça foi reconhecida oficialmente e no ano de 1885 um Herd Book foi estabelecido. A raça prosperou sendo que em 1961 perfaziam 61% do rebanho nacional dinamarquês. Esta proeminente posição se manteve até recentemente quando animais Holandeses foram importados por apresentarem por apresentarem superior produção leiteira, ocasionando o declínio da popularidade da raça.

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Durante a década de 60, a raça se tornou consanguínea sendo necessário refrescamento de sangue. Após alguns experimentos usando várias raças, o Pardo Suíço de linhagem americana foi introduzido em 1975, provando ser a única raça que obteve sucesso frente às expectativas dos criadores, sendo reconhecido e aceito no Herd Book da raça no ano de 1979. Embora a seleção tenha se baseado durante muito tempo na produção leiteira, mostrando a típica conformação de uma boa produtora de lácteos, atualmente também levam em conta a velocidade de crescimento e o bom desenvolvimento muscular, reunindo à aptidão leiteira o bom tipo para a carne e, portanto, é considerada uma raça de duplo propósito.

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A influência do pardo Suíço é forte em parte da população, mostrando animais mais fortes com tipo mais acentuado para a produção de carne, mostrando uma cor mais parda e com a típica aureola clara em redor da boca e focinho. Há séculos atrás se acreditava que a raça Dinamarquesa Vermelha necessitava de abundante alimento e com manejo adequado se tornava uma produtora eficiente. Vacas que eram ordenhadas, após serem secas engordavam rapidamente. Melhorada mediante rigorosa seleção funcional com certo grau de consanguinidade, hoje a raça predomina na Dinamarca, fazendo mais de 61% das raças do país, sendo que 45% destas são submetidas a controle leiteiro. No ano de 1952 foi aberto o “Herd Book” da raça no Brasil. O último pedido de registro foi feito em 1988. Desde então não há mais atividade no registro da raça no Brasil.

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PADRÃO DA RAÇA

A raça é considerada para duplo propósito. As principais características da raça são a sua musculosidade, % de gordura e % de proteína de seu leite. Destaca-se também pelo seu ganho de peso, facilidade de parto, pequeno intervalo entre partos e precocidade sexual. A carne é magra e de fácil digestão. Hoje a raça é de grande tamanho, sendo que os touros medem por volta de 155 cm e pesam entre 800 e 1.000 kg. As vacas medem em média 137 cm e pesam 650 kg em média. A média anual da produção leiteira de 65.791 vacas na Dinamarca no ano de 1993 foi de 6.791 kg, com 4.24% de gordura e 3,50% de proteína, com vacas chegando a 12.000 kg. A pelagem é vermelha retinta, sendo que os touros são mais escuros que as matrizes. Pequenas manchas brancas somente são toleradas na região inguinal e no esterno. O pelo é suave, curto e liso. Embora o melhoramento genético moderno tenha focado bastante em animais mochos (sem chifres) para facilitar o manejo, a raça é geneticamente capaz de desenvolver chifres pequenos e, naturalmente, o gado era caracterizado por ter chifres sóbrios, em "coroa aberta.

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