ORIGEM/HISTÓRIA DA RAÇA
Muito antes de chegar ao Brasil, a história da raça Aberdeen Angus já era moldada pelo tempo, pela seleção cuidadosa e pelas paisagens do nordeste da Escócia. Foi ali, no início do século XIX, que os criadores desenvolveram, a partir de bovinos mochos conhecidos como doddies e hummlies, uma raça que se tornaria referência mundial na produção de carne.
Originária dos condados de Aberdeen e Angus, a raça teve sua base genética consolidada ainda na primeira metade do século XIX, sendo oficialmente reconhecida em 1862, com a organização de seus registros genealógicos. A partir desse marco, o Angus expandiu-se rapidamente para outros continentes, chegando a países como Estados Unidos, Canadá e Nova Zelândia. Em 1906, foi registrado oficialmente o primeiro animal Puro de Origem (PO) inscrito em um livro genealógico brasileiro, o touro Menelik, importado do Uruguai por Leonardo Collares, no Rio Grande do Sul.
Nos anos seguintes, o avanço foi gradual. Em 1913, apenas dois animais, um macho e uma fêmea, foram adicionados ao registro, seguidos por outros sete em 1914, ano em que também chegaram ao Brasil as primeiras matrizes importadas diretamente da Inglaterra. Esse reforço genético foi fundamental para consolidar as bases da raça em território nacional.
Em 1937, os registros saltaram de 13 para 306 animais, evidenciando o crescente interesse dos criadores brasileiros. Esse movimento de expansão encontrou um ponto de convergência em 20 de setembro de 1963, com a fundação da Associação Brasileira de Angus. Idealizada por criadores visionários, a entidade nasceu com a missão de promover, organizar e desenvolver a raça no Brasil.
A partir de então, a associação passou a desempenhar papel fundamental no desenvolvimento da raça. Esses esforços contribuíram para a formação de rebanhos mais produtivos, adaptados aos sistemas modernos e alinhados às exigências do mercado, promovendo maior eficiência, padronização e valorização da carne Angus.
PADRÃO RACIAL
A raça apresenta biotipo típico de produção de carne, com animais volumosos, compridos, de altura moderada e profundidade corporal adequada. Destaca-se por sua elevada eficiência produtiva. Apresenta alta fertilidade, precocidade e excelente habilidade materna, contribuindo para maior produtividade por área Nos cruzamentos, destaca-se pelo baixo peso ao nascer e facilidade de parto. Por ser naturalmente mocha, facilita o manejo. Possuem musculatura bem desenvolvida, contornos arredondados e linhas superiores retas. A pelagem pode ser preta ou vermelha, sendo preferenciais tonalidades mais uniformes.
Associação Promocional
Associação Brasileira de Angus (ABA)
Fundação: 20/09/1963
Endereço: Largo Visconde do Cairú, Nº 12. Porto Alegre/RS.
Telefone: (51) 3328.9122
E-mail: angus@angus.org.br